O João Quadros, escritor, humorista, guionista e twitterista é, provavelmente, o homem mais livre de Portugal. Não sei se haverá alguém tão livre como o João Quadros, mas mais livre de certeza não há. Há muita gente livre no café ou à boca pequena. Há muita gente livre lá em casa e muita gente livre pensadora. O João Quadros é um livre pensador, sim, mas em voz alta, no Tubo de Ensaio da TSF e à boca grande - com a ajuda do Bruno Nogueira.
Todas as manhãs, numa espécie de Krav Maga criativo, o João Quadros ajuda-nos a libertar as nossas vidas do debilitante bom senso lusitano expondo, com toda a liberdade, o ridículo que viaja pelos media e pelas nossas vidas; o ridículo dos anunciantes, da publicidade, dos políticos, dos agentes culturais, das televisões e dos clubes, enfim, das nossas mais estúpidas convenções. E, aparentemente, sem tabus - pois não há quem não seja escrutinado, analisado e ridicularizado quando é essa a pena.
O João Quadros é tão livre que se libertou da última grilheta da criação, o bom senso. Não é fácil (e não é para todos) num país que dá mais valor ao bom senso e à conformidade, que não valem nada, do que à diferença e à liberdade. Mas é necessário dar este passo, porque foi graças ao nosso proverbial “bom senso” que, alegremente, aqui chegámos; e é graças a ele que, tristemente, estamos agora a ir ao fundo.
Com o aperto, com a austeridade e com a pobreza virá o medo; com ele vai a liberdade e com ela a criatividade que é a liberdade de opinar, de criticar, de fazer diferente, de pensar diferente, de ser diferente. E o país está cheio de medo. Os media amplificam-no e, entre previsões de catástrofe e de pobreza, somos ainda culpabilizados de tudo por comentadores, políticos, empresários com culpas e sem escrúpulos e que pensam como o seu dono, o estrangeiro.
Um dia destes, vai a ver-se, e a liberdade é apenas mais um subsídio que se pode cortar aos bocadinhos, um luxo de ricos que nós, os pobres católicos da outra Europa, também temos que cortar. “Pobres diabos, têm liberdade a mais e, claro, tinha que dar nisto!”, pensará o alemão e o anglo-saxão. E pensam como eles os que, por cá, se julgam de lá e sentem, no íntimo, que só por estranho capricho divino foram postos nesta terra. Para muitos destes, a liberdade é algo que temos a mais e que usamos irresponsavelmente. São tempos estranhos estes, onde muitos, com medo de perder os seus clientes, os seus empregos, a suas empresas, os seus investimentos, forçam as colunas em vénias e sorrisos até ao chão.
São inúmeras as estórias que vou ouvindo de pressões, ameaças e chantagens, de gente sem princípios nem educação, de empresários e funcionários que se dedicam a tentar vergar quem ainda está de pé.
O João Quadros é um exemplo para todos os que trabalham na criação e na comunicação, porque não verga, porque é livre. A liberdade é um valor central que não é apenas da ordem da abstracção. Não, a liberdade é um valor económico na ordem dos milhões. A liberdade faz dinheiro. Para se ser criativo e fazer diferente, para inventar e assim criar valor, é preciso ser-se livre e sentir-se livre. Como o João Quadros, o homem mais livre de Portugal.
Todas as manhãs, numa espécie de Krav Maga criativo, o João Quadros ajuda-nos a libertar as nossas vidas do debilitante bom senso lusitano expondo, com toda a liberdade, o ridículo que viaja pelos media e pelas nossas vidas; o ridículo dos anunciantes, da publicidade, dos políticos, dos agentes culturais, das televisões e dos clubes, enfim, das nossas mais estúpidas convenções. E, aparentemente, sem tabus - pois não há quem não seja escrutinado, analisado e ridicularizado quando é essa a pena.
O João Quadros é tão livre que se libertou da última grilheta da criação, o bom senso. Não é fácil (e não é para todos) num país que dá mais valor ao bom senso e à conformidade, que não valem nada, do que à diferença e à liberdade. Mas é necessário dar este passo, porque foi graças ao nosso proverbial “bom senso” que, alegremente, aqui chegámos; e é graças a ele que, tristemente, estamos agora a ir ao fundo.
Com o aperto, com a austeridade e com a pobreza virá o medo; com ele vai a liberdade e com ela a criatividade que é a liberdade de opinar, de criticar, de fazer diferente, de pensar diferente, de ser diferente. E o país está cheio de medo. Os media amplificam-no e, entre previsões de catástrofe e de pobreza, somos ainda culpabilizados de tudo por comentadores, políticos, empresários com culpas e sem escrúpulos e que pensam como o seu dono, o estrangeiro.
Um dia destes, vai a ver-se, e a liberdade é apenas mais um subsídio que se pode cortar aos bocadinhos, um luxo de ricos que nós, os pobres católicos da outra Europa, também temos que cortar. “Pobres diabos, têm liberdade a mais e, claro, tinha que dar nisto!”, pensará o alemão e o anglo-saxão. E pensam como eles os que, por cá, se julgam de lá e sentem, no íntimo, que só por estranho capricho divino foram postos nesta terra. Para muitos destes, a liberdade é algo que temos a mais e que usamos irresponsavelmente. São tempos estranhos estes, onde muitos, com medo de perder os seus clientes, os seus empregos, a suas empresas, os seus investimentos, forçam as colunas em vénias e sorrisos até ao chão.
São inúmeras as estórias que vou ouvindo de pressões, ameaças e chantagens, de gente sem princípios nem educação, de empresários e funcionários que se dedicam a tentar vergar quem ainda está de pé.
O João Quadros é um exemplo para todos os que trabalham na criação e na comunicação, porque não verga, porque é livre. A liberdade é um valor central que não é apenas da ordem da abstracção. Não, a liberdade é um valor económico na ordem dos milhões. A liberdade faz dinheiro. Para se ser criativo e fazer diferente, para inventar e assim criar valor, é preciso ser-se livre e sentir-se livre. Como o João Quadros, o homem mais livre de Portugal.
0 comments:
Post a Comment